E quando o calor do momento fala mais alto e você vê apenas depois que as conseqüencias eram altas demais?
O que você faz se já soletrou letra por letra e não veio remédio à situação?
Deixa de lado?
Talvez… Se pôde se perder no espaço de um momento é porque não devia ter importância mútua.
Meus dedos correm
Pela borda do meu copo
Já está escrito
O que vier eu topo
E na espuma
Da minha bebida
Mergulho as mágoas
Da minha vida
E o gelo derrete
E a bebida mistura
E a minha vida vira
Que é pinga pura
Pego na caneta
E a caneta andando
Só sai o seu nome
Só sai eu te adoro
Só sai eu te amo
E eu sentada no bar
Na ponta da rua
Meu amigo desculpe
Essa fossa tão grande
É só culpa sua
A cada lembrança sua a repentina e devastadora recordação. Uma palavra lembra mil ditas sob cobertas entrelaçados. Quantos planos fizemos, lugares bonitos exploramos e sonhamos. Ah, como sonhamos, até de nomes falamos…
Seu sorriso era a felicidade em gesto e seu abraço a paz do meu tormento, de tudo além você estava em primeiro em meus pensamentos que só lhe queriam bem. O sol hoje brilha lá fora sem o seu auxilio, nossos corações já não se enxergam através da densa neblina.
E no nosso abraço a indiferença e a frieza de dois desconhecidos, que esqueceram já ter sido, um do outro, o porto seguro.